20.10.10
Desculpem a minha grande ausencia. Estou super empenhada no meu livro e nao tenho tido muito tempo para me dedicar a este meu grande e importante cantinho.
Assim, deixo-vos um video de uma das minhas bailarinas preferidas! Espero que gostem tanto como eu, aproveitem!
Ah! E desculpem a falta de assentos nas palavras... Juro que nao e culpa minha, mas o meu computador resolveu começar a nao os por, acho que e preguiça do trabalho que tem feito! Estas coisas so mesmo a mim, aiai.
16.10.10
Acabei à cerca de cinco minutos o livro de Andrey Niffenegger, "A Mulher Do Viajante No Tempo" (que já esteve nos cinemas à pouco tempo). Ainda tenho os olhos vermelhos e inchados e a cara quente.Esta senhora é um espectáculo, não só amei o livro como tenho a certeza que o vou ler pelo menos mais uma vez.
Vou deixar uma grande marca do livro aqui para vocês lerem. Acho que foi das partes que mais me tocou. Espero que gostem.
Páginas 466 até 468.
" Minha Muito Querida Clare,
Escrevo esta carta sentado à minha secretária no quarto das traseiras, a olhar para o teu estúdio do outro lado do jardim interior, cheio de neve azulada pelo anoitecer; está tudo escorregadio, coberto por uma crosta de gelo e muito silencioso. É uma daquelas noites de Inverno em que o frio de cada coisa parece tornar o tempo mais vagaroso, como o centro estreito de uma ampulheta pela qual o tempo flui, mas lenta, muito lentamente. Tenho a sensação, que me é muito familiar quando estou fora do tempo mas quase nunca noutras circunstâncias, de estar a boiar no tempo, a flutuar passivamente na sua superfície, sem esforço, como uma nadadora gorda. Esta noite, aqui em casa sozinho (tu foste ao recital da Alicia no St. Lucy's), senti um desejo repentino de te escrever uma carta. Quis, de súbito, deixar alguma coisa para depois. Penso que o tempo é pouco, agora. Sinto que todas as minhas reservas de energias, de prazer, de duração, se tornaram escassas, pequenas. Não me sinto capaz de continuar muito mais tempo. Sei que tu sabes.
Se estás a ler isto, provavelmente estarei morto. (Digo provavelmento porque nunca sabemos que circunstâncias podem ocorrer; parece-me idiota e presunçoso declarar simplesmente a nossa morte como um facto absoluto.) Quanto a esta minha morte, espero que tenha sido simples, clara e inequívoca. Espero que não tenha causado muita agitação. Lamento. (Isto parece um bilhete de suicídio. Estranho.) Mas tu sabes: sabes que se eu pudesse ter ficado, se pudesse ter continuado, ter-me-ia agarrado a cada segundo: o que quer que esta morte tenha sido, sabes que ela chegou e levou-me, como uma criança arrebatada por trasgos.
Clare, quero dizer-te, de novo, que te amo. O nosso amor foi o fio para me guiar no labirinto, a rede debaixo do homem que caminha no arame, a única coisa real desta minha estranha vida em que pude confiar. Esta noite sinto que o meu amor por ti tem mais densidade neste mundo do que eu próprio: como se ele pudesse permanecer depois de mim e envolver-te, suster-te, amparar-te.
Detesto pensar em ti à espera. Sei que esperaste por mim toda a tua vida, sempre incerta quanto à duração desse tempo de espera. Dez minutos, dez dias. Um mês. Que marido incerto eu fui, Clare, como um marinheiro, Odisseu sozinho e fustigado por ondas altas, umas vezes astuto e outras apenas um joguete dos deuses. Por favor, Clare, rogo-te. Quando eu morrer... pára de esperar e sê livre. De mim. Guarda-me profundamente dentro de ti e depois sai para o mundo e vive. Ama o mundo e a ti mesma nela, movimenta-te nele como se não oferecesse nenhuma resistência, como se o mundo fosse simplesmente o teu elemento natural. Dei-te uma vida de animação suspensa. Não pretendo dizer que não fizeste nada. Criaste beleza, e sentido, com a tua arte, e Alba, que é tão espantosa, e para mim... para mim foste tudo.
Depois de morrer, a minha mãe devorou por completo o meu pai. Uma coisa que ela teria detestado. Cada minuto da vida dele, depois da sua morte , foi marcado pela ausência dela, a cada acto dele faltou dimensão, porque ela não estava lá para servir de bitola. Quando eu era jovem não compreendia, mas agora sei, sei como a ausência pode estar presente como um nervo danificado, como uma ave negra. Se tivesse de continuar a viver sem ti, sei que não seria capaz. Mas espero, tenho esta visão de ti a caminhar solta, livre, com o teu cabelo luminoso ao sol. Não vi isso com os meus olhos, mas apenas com a minha imaginação, que cria imagens, que sempre quis pintar-te, cintilante; mas, de qualquer modo, espero que esta visão se torne realidade.
Há uma última coisa, Clare, uma coisa que tenho hesitado em dizer-te porque tenho um medo supersticioso de que, dizê-la, possa fazer com que não aconteça (tolice, eu sei) e também porque acabo de falar a respeito de não esperares e isto pode fazer-te esperar mais tempo do que alguma vez esperaste antes. Mas vou dizê-la, para o caso de precisares de alguma coisa, depois.
No Verão passado, estava na sala de espera do Kendrick e, de súbito, encontrei-me num corredor escuro, numa casa que não conheço. Tive a impressão de tropeçar em galochas e cheirava a chuva. Ao fundo do corredor vi uma fresta de luz à volta de uma porta e, por isso, avancei muito devagar e silenciosamente e espreitei para o interior. A sala era branca e estava intensamente iluminada pelo sol matinal. Sentada à janela, de costas para mim, estava uma mulher com um casaco de malha cor de coral e comprido cabelo branco caído pelas costas abaixo. Tinha uma chávena de chá ao lado, numa mesinha. Devo ter feito algum ruído, leve, ou então ela sentiu a minha presença atrás de si... Virou-se e viu-me, e eu vi-a...e eras tu, Clare, eras tu, idosa, no futuro. Foi terno, Clare, foi indizivelmente terno surgir, como se regressasse da morte, para te admirar, para ver a marca de todos os anos decorridos presente no teu rosto. Não te digo mais nada, para poderes imaginar, para poderes flui-lo em primeira mão quando o tempo chegar, como chegará, como chega. Voltaremos a ver-nos, Clare. Até lá, vive, vive plenamente, presente no mundo que tão belo é.
Já escureceu e estou muito cansado. Amo-te, sempre. O tempo é nada.
Vou deixar uma grande marca do livro aqui para vocês lerem. Acho que foi das partes que mais me tocou. Espero que gostem.
Páginas 466 até 468.
" Minha Muito Querida Clare,
Escrevo esta carta sentado à minha secretária no quarto das traseiras, a olhar para o teu estúdio do outro lado do jardim interior, cheio de neve azulada pelo anoitecer; está tudo escorregadio, coberto por uma crosta de gelo e muito silencioso. É uma daquelas noites de Inverno em que o frio de cada coisa parece tornar o tempo mais vagaroso, como o centro estreito de uma ampulheta pela qual o tempo flui, mas lenta, muito lentamente. Tenho a sensação, que me é muito familiar quando estou fora do tempo mas quase nunca noutras circunstâncias, de estar a boiar no tempo, a flutuar passivamente na sua superfície, sem esforço, como uma nadadora gorda. Esta noite, aqui em casa sozinho (tu foste ao recital da Alicia no St. Lucy's), senti um desejo repentino de te escrever uma carta. Quis, de súbito, deixar alguma coisa para depois. Penso que o tempo é pouco, agora. Sinto que todas as minhas reservas de energias, de prazer, de duração, se tornaram escassas, pequenas. Não me sinto capaz de continuar muito mais tempo. Sei que tu sabes.
Se estás a ler isto, provavelmente estarei morto. (Digo provavelmento porque nunca sabemos que circunstâncias podem ocorrer; parece-me idiota e presunçoso declarar simplesmente a nossa morte como um facto absoluto.) Quanto a esta minha morte, espero que tenha sido simples, clara e inequívoca. Espero que não tenha causado muita agitação. Lamento. (Isto parece um bilhete de suicídio. Estranho.) Mas tu sabes: sabes que se eu pudesse ter ficado, se pudesse ter continuado, ter-me-ia agarrado a cada segundo: o que quer que esta morte tenha sido, sabes que ela chegou e levou-me, como uma criança arrebatada por trasgos.
Clare, quero dizer-te, de novo, que te amo. O nosso amor foi o fio para me guiar no labirinto, a rede debaixo do homem que caminha no arame, a única coisa real desta minha estranha vida em que pude confiar. Esta noite sinto que o meu amor por ti tem mais densidade neste mundo do que eu próprio: como se ele pudesse permanecer depois de mim e envolver-te, suster-te, amparar-te.
Detesto pensar em ti à espera. Sei que esperaste por mim toda a tua vida, sempre incerta quanto à duração desse tempo de espera. Dez minutos, dez dias. Um mês. Que marido incerto eu fui, Clare, como um marinheiro, Odisseu sozinho e fustigado por ondas altas, umas vezes astuto e outras apenas um joguete dos deuses. Por favor, Clare, rogo-te. Quando eu morrer... pára de esperar e sê livre. De mim. Guarda-me profundamente dentro de ti e depois sai para o mundo e vive. Ama o mundo e a ti mesma nela, movimenta-te nele como se não oferecesse nenhuma resistência, como se o mundo fosse simplesmente o teu elemento natural. Dei-te uma vida de animação suspensa. Não pretendo dizer que não fizeste nada. Criaste beleza, e sentido, com a tua arte, e Alba, que é tão espantosa, e para mim... para mim foste tudo.
Depois de morrer, a minha mãe devorou por completo o meu pai. Uma coisa que ela teria detestado. Cada minuto da vida dele, depois da sua morte , foi marcado pela ausência dela, a cada acto dele faltou dimensão, porque ela não estava lá para servir de bitola. Quando eu era jovem não compreendia, mas agora sei, sei como a ausência pode estar presente como um nervo danificado, como uma ave negra. Se tivesse de continuar a viver sem ti, sei que não seria capaz. Mas espero, tenho esta visão de ti a caminhar solta, livre, com o teu cabelo luminoso ao sol. Não vi isso com os meus olhos, mas apenas com a minha imaginação, que cria imagens, que sempre quis pintar-te, cintilante; mas, de qualquer modo, espero que esta visão se torne realidade.
Há uma última coisa, Clare, uma coisa que tenho hesitado em dizer-te porque tenho um medo supersticioso de que, dizê-la, possa fazer com que não aconteça (tolice, eu sei) e também porque acabo de falar a respeito de não esperares e isto pode fazer-te esperar mais tempo do que alguma vez esperaste antes. Mas vou dizê-la, para o caso de precisares de alguma coisa, depois.
No Verão passado, estava na sala de espera do Kendrick e, de súbito, encontrei-me num corredor escuro, numa casa que não conheço. Tive a impressão de tropeçar em galochas e cheirava a chuva. Ao fundo do corredor vi uma fresta de luz à volta de uma porta e, por isso, avancei muito devagar e silenciosamente e espreitei para o interior. A sala era branca e estava intensamente iluminada pelo sol matinal. Sentada à janela, de costas para mim, estava uma mulher com um casaco de malha cor de coral e comprido cabelo branco caído pelas costas abaixo. Tinha uma chávena de chá ao lado, numa mesinha. Devo ter feito algum ruído, leve, ou então ela sentiu a minha presença atrás de si... Virou-se e viu-me, e eu vi-a...e eras tu, Clare, eras tu, idosa, no futuro. Foi terno, Clare, foi indizivelmente terno surgir, como se regressasse da morte, para te admirar, para ver a marca de todos os anos decorridos presente no teu rosto. Não te digo mais nada, para poderes imaginar, para poderes flui-lo em primeira mão quando o tempo chegar, como chegará, como chega. Voltaremos a ver-nos, Clare. Até lá, vive, vive plenamente, presente no mundo que tão belo é.
Já escureceu e estou muito cansado. Amo-te, sempre. O tempo é nada.
Henry"
15.10.10
Fechei os olhos e deixei-me levar pelo calor do teu corpo. Deixei que tudo o que existia entre nós se fizesse mostrar com um toque ou com apenas um olhar. Apertaste-me com a força dos teus braços e desejei que o momento nunca termina-se. Aqui, deitada a teu lado o mundo era só nosso. Da minha janela vimos o sol desaparecer entre as altas árvores, enquanto no nosso horizonte o mar ganhava uma nova cor e nos abraçava com uma nostalgia que já não fazia parte do meu coração.
Preencheste-me apenas numas horas e fizeste-me ver que o mundo não é assim tão cruel a teu lado. Tudo é tão mais simples, tão mais fácil e diferente. Preciso de ti.
12.10.10
Porque estou aqui? Porque me sinto esta ansiedade no meu peito? O que me diz o meu reflexo? Agora sinto-me perdida num mundo que eu própria fechei a cadeado e que, de propósito, perdi a chave no meio do oceano. Tenho saudades do mar, da areia que me acariciava os pés enquanto caminhava pelo longo areal amarelado. Respirar fundo e absorver a maresia que me arrepia o corpo e me vai ficando na pele, enquanto enrolo o meu cabelo já com os jeitos da brisa e da humidade.
Sei que não posso fugir, mas sinto falta de algo que não posso ter. Tenho saudade da dor, do esforço, do suor a escorrer no meu corpo quente, de não sentir os pés e de todas as feridas. Parece um pouco masoquismo, mas era assim que me sentia viva, era assim que tudo tinha algum sentido dentro do meu mundo, dentro das minhas sapatilhas de pontas. Se calhar é mesmo disso que preciso para me voltar a sentir bem, mas agora está fora do meu alcance, nada posso fazer do que esperar e ficar a recordar algo que apenas pertence ao meu passado.
Preciso de ti, preciso de mim. Sem ti não consigo viver, mas se não me tiver a mim a minha existência é nula. Dás-me força, mas pouco sabes da maneira como o meu corpo pede por mais, por não te querer magoar a minha boca apenas fala com o coração. Não sou egoísta ao ponto de te dizer algo que não queres ouvir, mas que é a minha verdade.
(PS- Estou a pensar começar a escrever o meu livro, e desta vez não o vou apagar)
7.10.10
Em primeiro lugar comecei a criar a minha galeria no Olhares. Como não tinha lá nada, e até parecia mal ter aquilo assim, resolvi pôr uma fotografia (que pelos vistos tem feito algum sucesso).
Depois criei uma conta no Tumblr. Ainda não percebo muito bem aquilo mas criei-o mais para praticar o meu horrível Inglês. Provavelmente terá alguns posts daqui mas traduzidos. Se por acaso virei algum lapsozinho por favor avisar.
Não deixo de lembrar que responderei a todas as perguntinhas que quiserem no Formspring.
3.10.10
"Vou contar-te um segredo. Este Verão, quando falei contigo, apeteceu-me beijar-te! :$ Xiu, é segredo."
Mas tu és parvo?! É que só pode... Depois deste tempo todo, depois de quase me teres desprezado, de me teres feito cair com força no chão e de me ter arrastado a teus pés por apenas um olhar teu. Depois de conseguir que te afastes do meu pensamento, de conseguir olhar para ti sem querer estar nos teus braços, de já não desejar o teu toque na minha face, tu fazes-me isto? Com apenas uma simples mensagem, como se me tivesses a perguntar se estava tudo bem comigo...
E sabes o que é pior? Sabes porque me sinto tão irritada e capaz de partir tudo o que possa existir? É porque ainda não me és totalmente indiferente... Oh meu Deus! O que estou para aqui a dizer?! Eu não posso gostar de ti, nem posso pensar em ti, mas a realidade é que me surges no pensamento e depois não há volta a dar. Irás sempre ser a primeira pessoa que ocupou totalmente o meu coração, mas isso não te dá o direito de brincares às escondidas comigo. Eu estava feliz e tinha a certeza de tudo e TU estragaste tudo!
Incrível...
2.10.10
Prometo-te. Prometo-te que estarei sempre aqui quando precisares, serei o teu porto de abrigo quando mais precisares de um lugar seguro onde possas chorar e deixar o teu coração falar mais alto que a tua voz. Não estou aqui para te julgar, para te fazer sofrer, mas para te ouvir, aconselhar e mostrar-te que o teu sorriso é muito mais valioso que aquilo que possas pensar. Quando me sorris o mundo parece logo ganhar outra cor, outra vivacidade, outra forma de se mostrar, que me preenche em todas as minhas faltas e me dá uma sensação tão boa, embora pobre em palavras de descrição. Apenas sei que existe e consigo senti-la em cada batimento do meu coração.
Nós somos mais forte que tudo o resto que possa vir. Por mais triste que possas estar em não vou deixar que os teus dias permaneçam cinzentos até ao fim, vou dar de tudo para que vejam o brilho do sol, nem que para isso tenha que fazer o impossível. Meu bem, estamos nisto juntos, dê por onde der eu vou estar sempre aqui, para ti. (Sempre para sempre!) Para nós o impossível não existe.
Nós somos mais forte que tudo o resto que possa vir. Por mais triste que possas estar em não vou deixar que os teus dias permaneçam cinzentos até ao fim, vou dar de tudo para que vejam o brilho do sol, nem que para isso tenha que fazer o impossível. Meu bem, estamos nisto juntos, dê por onde der eu vou estar sempre aqui, para ti. (Sempre para sempre!) Para nós o impossível não existe.
(Muito obrigada a todos que fazem com que este blog cresça a cada dia que passa. Parece que foi ainda ontem que comecei aqui a escrever e já são mais de 50 seguidores que lêem as minhas palavras. Ainda nem consigo acreditar... Não tenho palavras! Muito obrigada, muito obrigada mesmo, por fazerem de mim e de tudo o que faz parte da minha vida ainda mais especial. Sem vocês nada disto era possível!)
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