29.3.11

27.3.11

Acabamos sempre por fazer asneiras uma ou outra vez ao longo das nossas vidas, e sempre nos dizem que tudo o que nos acontece faz-nos crescer como pessoas e vai preparando as nossas mentes para o árduo futuro que irá chegar. O pior é quando cometemos os mesmo erros duas e três vezes e não conseguimos encontrar o erro de cairmos neles tantas vezes. Acreditem ou não, há dias em que não devemos sair de casa, mas sim obedecer ao nosso corpo quando nos diz que devemos ficar deitados o dia todo na cama nem que seja a olhar para o tecto.

20.3.11

E estou novamente de volta aos livros com um dia espectacular lá fora e eu cá dentro com o esquadro e o compasso nas mãos, a olhar para as axonometrias, as sombras e as secções que parecem que nunca mais acabam. É duro, mas tem que ser, ninguém disse que a geometria era uma coisa fácil (embora seja divertida). Aproveitem por mim o sol! E espero que tenham visto o espectáculo de lua que esteve ontem. Só coisinhas boas.

17.3.11

Mais um dia assim... Não aguento a ausência e as paredes de casa parece que se fechem mais a cada hora que passa. Estou cansada de aqui estar, nem a música, nem os livros, nem mesmo deitada na cama a dor desaparece e torna tudo mais tranquilo, era mesmo só isso que desejava. Olho para a janela e tudo me parece tão sombrio do lado de fora, não vendo que mais sombria está a minha mente e o meu próprio quarto com todas as memórias e pensamentos presas nas paredes sem qualquer ponta por onde eu possa puxar e rasgá-las de uma vez. A minha mente pede-me para não colapsar, mas o meu corpo teima eu não lhe responder e com a ausência dele tudo o que queira ou não fazer é coberto pela escuridão da impotência.
Queria deixar-me levar pelo vento que corre do outro lado da janela, sem rumo ou sentido, queria senti-lo, queria sentir que ainda estou aqui, que ainda consigo viver. Mas é impossível sair de uma prisão que eu própria me acorrentei sem como nem porquê, sem resposta e sem certeza. Sei que quero fugir, mas não sei onde; quero viver longe de tudo isto, mas todos os lugares me parecem demasiado perto; quero fazer tudo aquilo que sempre sonhei, viver a vida que sempre quis, viver longe destas correntes, longe de um mundo paralelo a um sonho que não me quer soltar.

Não quero saber! Vou enfrentar tudo aquilo que me fizeram ter medo, vou viver tudo como se amanhã não existisse mais, não vou olhar mais para trás, não quero saber. Só assim posso ser eu, só assim posso viver comigo e para mim, porque só assim posso ser realmente quem eu quero.
O sol está a chamar-me lá fora, e eu vou a correr ter com ele!

16.3.11


(Fotografia de J e Catarina, com direitos de autoria)

Acredita em todas as palavras que os nossos corações dizem um ao outro, são verdadeiras e sinceras,e nada mais se lhes pode comparar pela sua unicidade e magia. Nunca ninguém disse que amar era fácil, que era bonito e cheio de flores, todos os dias durante todo o ano, amar é difícil, requer paciência e dedicação, é preciso amar e respeitar a pessoa como se fossemos nós próprios, como se a nossa alma fosse uma só, sem fronteiras ou qualquer tipo de barreiras.
É sentir, viver os sonhos que antes não nos pertenciam e que de um momento para o outro entram em nós na forma de amor que temos à felicidade de quem o nosso coração pertence. É sentirmo-nos bem porque o sorriso que damos a quem amamos é tão mais sincero que a felicidade que sentimos em nós por saber que deixamos que o sofrimento fugisse de entre nós.
Amar é díficil, mas todos nós conseguimos se encontrarmos quem amar. Mas amar é, também, saber perdoar e aceitar a diferença que possa haver.

(Amar-te J é tudo o que quero, é tudo o que sinto e preciso!)

7.3.11

Por vezes encurralas-me em partes de mim que sempre desconheci e que nunca desejei conhecer, mesmo sendo tu que mas mostras, por serem tão fracas e pobres de sentimento. Sinto-me morta dentro delas e tu parece que nem um dedo consegues esticar na minha direcção para auxiliar o meu desespero, mas provavelmente é tudo da minha cabeça, provavelmente é apenas o meu pensamento a inventar interagindo com os meus sentimentos, mas juro que por vezes parece tão real. Parece que existe uma guerra incontrolável dentro de ti, só não quero que seja contra mim, sei que cometi muitos erros, mas tu nunca sairás impune desta história. Por mais voltas que nós possamos dar tu sabes tão bem quanto eu que o nosso amor não deixa que as coisas morram entre nós, por vezes é bom, mas por outras é uma maldição! Não te quero perder, não consigo, não sei, nem quero viver sem a pessoa em que jamais o meu coração nutrirá um sentimento tão grande e poderoso por outra. Estamos presos um ao outro de tal forma que mesmo que nos afastemos é impossível não nos voltarmos a aproximar, tu sabe-lo tão bem quanto eu.
Mas nem sempre as palavras são bem-vindas ou devidamente estudadas antes de serem ouvidas e acabam por nos magoar, entende que pessoas de ferro não existem e que nem tudo o que parece é realmente a realidade. A solidão nem sempre foi uma aberração mas sim uma necessidade, e nem sempre percebem onde e quando o é. Nessas alturas abre os olhos. Nessa altura sente a solidão no meu corpo e afasta-te que apenas o tempo curará a falta de algo que nem sempre possa ter existido. Enfrenta os meus medos e torna-te parte de mim, nunca foi tarde demais.
A noite está escura e eu sinto-me bem nela, não penso em como o silêncio me perturba porque essa nunca foi uma realidade, apenas me preenche com toda a vida que está nele e que sempre passa despercebida aos olhos dos demais. Não me estou a queixar, não, muito pelo contrário, é assim que me sinto bem, longe de tudo, longe de todos, até de mim, onde o silêncio da vida é mais forte. Sinto-me bem assim.

5.3.11

Na quarta-feira passada ( 2 de Março ) fui com o J à União Zoófila de Lisboa, que fica em São Domingos de Benfica. Inicialmente ia com a ideia de me tornar FAT (Família de Acolhimento Temporário), mas assim que entrei percebi que apenas isso não chegava. Para além da FAT estou seriamente a pensar tornar-me voluntária na UZ. Irei todas as semanas no horário do voluntariado tratar de todas aquelas coisinhas fofas que tanto precisam do nosso carinho, e se lhe podermos dar um pouquinho daquilo que eles merecem acredito que nos iremos sentir muito melhor connosco.

Entretanto, a União Zoófila está este fim de semana (5/6 Março) do CC Amoreiras (junto ao Pão d'Açúcar) a realizar uma campanha de angariação de alimentos e donativos. Por favor, se passarem por lá não deixem de ajudar, nem que seja um pouquinho, ou mesmo uma daquelas latinhas de paté que tanto precisam para poderem dar os medicamentos a animais doentes que só assim os conseguem tomar.

Se não poderem lá ir podem ir mesmo à sede e entregar entre mão, mas se mesmo assim estiverem longe a UZ tem um número que se pode ligar a qualquer hora que se irá converter numa dose de ração para os nossos amigos de quatro patas.

Não deixem de ajudar, todos nós agradecemos!

(Eu sei que este post é um pouco diferente dos outros, mas é algo importante para mim, e não havia outra maneira de o demonstrar).