10.10.11

Simplesmente fico da ignorância de um não saber que me consome a cada segundo que o relógio vai marcando, enquanto o dia passa por mim sem ainda saber se demasiado rápido ou numa lentidão sofrida. Se pudesse escolher ficava, ficava onde estou e deixava que tudo me levasse onde assim o desejasse, sem fronteiras para uma imaginação livre, para um pensamento fluido que já nem sei se ainda me poderá pertencer. Agonia de questões sem resposta fervilham na minha mente, e queimam todos os meus sorrisos, dando lugar apenas a falsos momentos de felicidade que tento acreditar que são mais realidade do que aquilo que realmente são.
Já não choro; as lágrimas secaram mesmo antes de pensarem em percorrer o meu rosto desprovido de qualquer alegria, mas mesmo assim luto por ela e tento encontrá-la onde nada existe para além de uma imensidão de vazio.
Já nem as palavras me soam, nem me apetece escrever, sinto-me oca, fraca, sem rumo, mesmo mostrando que tudo está sobre um controlo absoluto; e mesmo assim continuo a sorrir. Fraca e duvidosa alma que me persegue, poderás ao menos dar-me dois caminhos para escolher em vez de me deixares neste beco?