12.10.10


Preciso de ir, de fugir de um mundo que não me consegue olhar nos olhos, quero correr e não passar de uma pequena miragem, até me fundir completamente com o horizonte. Fecho o meu coração e encontro-me lentamente em mim, onde nada mais importa que o bater dele e a suavidade que provoca em mim. Sinto-me quase livre, capaz de fazer tudo o que a minha mente desejar que o meu corpo faça, quase como uma máquina sem vida própria, apenas com um sentido de existência.
Porque estou aqui? Porque me sinto esta ansiedade no meu peito? O que me diz o meu reflexo? Agora sinto-me perdida num mundo que eu própria fechei a cadeado e que, de propósito, perdi a chave no meio do oceano. Tenho saudades do mar, da areia que me acariciava os pés enquanto caminhava pelo longo areal amarelado. Respirar fundo e absorver a maresia que me arrepia o corpo e me vai ficando na pele, enquanto enrolo o meu cabelo já com os jeitos da brisa e da humidade.
Sei que não posso fugir, mas sinto falta de algo que não posso ter. Tenho saudade da dor, do esforço, do suor a escorrer no meu corpo quente, de não sentir os pés e de todas as feridas. Parece um pouco masoquismo, mas era assim que me sentia viva, era assim que tudo tinha algum sentido dentro do meu mundo, dentro das minhas sapatilhas de pontas. Se calhar é mesmo disso que preciso para me voltar a sentir bem, mas agora está fora do meu alcance, nada posso fazer do que esperar e ficar a recordar algo que apenas pertence ao meu passado.
Preciso de ti, preciso de mim. Sem ti não consigo viver, mas se não me tiver a mim a minha existência é nula. Dás-me força, mas pouco sabes da maneira como o meu corpo pede por mais, por não te querer magoar a minha boca apenas fala com o coração. Não sou egoísta ao ponto de te dizer algo que não queres ouvir, mas que é a minha verdade.


(PS- Estou a pensar começar a escrever o meu livro, e desta vez não o vou apagar)

10 comentários:

Carla disse...

Apoio-te na ideia do livro. :)
Tens imenso jeito. *

łnn ۞ disse...

Não, nunca pensei muito nisso :$

Vera disse...

Podes-me dizer então se consegues por aqui, sff?
http://www.blogger.com/follow-blog.g?blogID=18233711548974909409

Candy disse...

adorei o texto.~pena ser triste revelar algo que te incomoda. e que te poe triste. como te entendo quando fazemos algo que nao nos sentimos realizadas. algo que nao nos dá aquele calor dentro em como fizemos algo bom e que nos fez bem alma. sei exactamente o que é sentirmo-nos bem connosco naquilo que fazemos, e quando o fazemos para nos e nao para os outros.


beijo grande e força minha linda.

saudades de te ler.

desculpa a ausencia. ando com pouca vontade de ler e escrever :S

tenho outro cantinho. passa por lá.

rita disse...

vais escrever um livro? :)
onde compras os teus vernizes fofinha?

m disse...

oh, es tao fofinha catarina, nao, eu estou bem. so quero que algo revolucione e ponha o meu mundo ao contrario. preciso de viver :\

Eu, ΞĐU disse...

Oi, Catarina...
Muito bom o seu blog, suas idéias e seu bom gosto. Parabéns pelo trabalho.
Estou te seguindo.
Beijos no coração,
EDU (http://edurjedu.blogspot.com)

Cynthia Brito disse...

Querida, isso mesmo. Tens de pensr primeiramente em ti... eu sei que e complicado porque a gente nem parece mais existir, mas a gente consegue! dou-te a maior força ! beijo ;**

m disse...

adorei a mentáfora da bomba!
sim, e adoro a tua força
e adoro a força que me dás!
és tão queriiiiiida meu deus :D:D:D

beijinhos catarina

Mayana Carvalho disse...

nos amar, é o primeiro passo p/ poder amar o outro por inteiro.