7.4.11

Hoje, com os traços da minha vida, desenho numa folha em branco, novamente. O lápis está gasto e o carvão já não tem a mesma tonalidade escuro noite, mas sim claro vazio. Está demasiado pequeno para a minha mão, já não dança com o movimento da minha imaginação nem flui como se uma brisa lhe desse toda a criatividade que necessita para sobreviver. O lápis morreu e parte de mim morreu com ele.
Está na altura de comprar um novo, mas desta vez quero escolhê-lo bem, quero experimentá-lo em todos os tipos de papeis para que não me volte a falhar novamente. Não quero um lápis barato, nem demasiado fácil de arranjar, quero um que me dê tudo o que preciso de volta, quero um que me dê vontade novamente de desenhar.
Enquanto não chegas, lápis dos traços da minha futura arte, vou desenhando com a mente a tua perfeição.

(Acredita, não vais voltar a magoar-me, foi a última vez!)

8 comentários:

Ju Fuzetto disse...

Não contive uma lágrima.

Um beijo

Mafalda disse...

Adorei o texto. Força querida*

Danii disse...

Está mesmo bonito, Catarina $:

Carla disse...

pois, tem mesmo que ser.Não tenho alternativa.xD

rita alves • disse...

muito lindo, adorei o blog!

rita alves • disse...

nem tens de agradecer, obrigada eu (;

Rodrigo Pena disse...

E essa metáfora entende quem já sonhou desenhar igual. Quem já teve o grafite arranhado ou quebrado por tanta força empenhada no lápis. O apontador, às vezes resolve, às vezes só aponta-a-dor, deixando os nervos mais afinados.

Bom mesmo é quando a gente pode escrever, sem fazer muita força, um daqueles poemas pra tatuar na pele.

Anónimo disse...

Gostei muito!
Catarina
http://fotografiacomcor.blogspot.com/